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Fórmula mágica

Concurso público – existe fórmula mágica?

 

Waldir Santos*

 

É muito freqüente ouvirmos a afirmação de que não existe uma fórmula mágica para ser aprovado. Logo se segue a ladainha de que é necessário muito esforço, sacrifício e renúncia. “Se não for assim, não passa”, dizem, convictos, alguns professores. Será verdade isso? Vamos analisar o assunto sem precipitações ou conclusões cômodas.

 

O que se entende por fórmula mágica? Uma maneira simples, rápida e pouco trabalhosa de resolver um grande problema? Se você acha que é isso, está confundindo “fórmula mágica” com “passe de mágica”, que realmente não existe quando o assunto é concurso público, ao menos dentro da lei, da ética e da honestidade. Vamos conceituar fórmula mágica de outra maneira. Se, dentro do nosso assunto, fórmula mágica for um conjunto de atitudes ou medidas nunca imaginado, capaz de fazer com que tenhamos notas cada vez melhores nas provas de concurso? E se for uma postura nova, que possa nos trazer o resultado bem mais rapidamente do que normalmente acontece?

 

Costumo chamar de fórmula mágica um conjunto de medidas e mudanças de posturas que, com um esforço compatível com as nossas possibilidades, seja capaz de nos levar ao objetivo. A mágica está exatamente em usar métodos desconhecidos da maioria, e que tornam a preparação para as provas algo suportável, prazeroso e, em alguns casos, viciante. É possível, por menos tempo que se tenha, conciliar com as atividades habituais o estudo (com métodos adequados, que melhoram o rendimento), exercícios, provas, organização, concentração, reforço e outras medidas que nos farão vitoriosos. Mas nada funcionará sem critérios ou estratégias.

 

A concepção de que o único caminho para atingir o objetivo nos concursos é o sacrifício, sempre ligado à idéia de sofrimento, é uma disfarçada interferência de concepções religiosas. Vamos usar a fé em nosso favor, estimulando, encorajando, e não amedrontando ou inibindo. Valorizemos, por exemplo, a experiência. Quando, quase sem querer, o candidato começa a adotar posturas adequadas, acaba sendo aprovado em vários concursos, e passa a ter a oportunidade de escolher o cargo entre os que conseguiu. Parece exagero, mas muitos leitores certamente conhecem pessoas que passaram em vários concursos. Quando não se trata de alguém que tem fama de CDF, pode ter certeza de que tal pessoa descobriu a fórmula mágica.

 

Ao contrário do que se pode imaginar, a fórmula não é apenas “estudar muito”, até porque há uma grande diferença entre estudar muito e aprender o suficiente. Será que adianta estudar muito sem metodologia que garanta o aprendizado, e, consequentemente, o resultado esperado nas provas? Claro que não. Muita gente se dedica em excesso aos estudos para concursos, e esquece de identificar qual a melhor metodologia para o seu aprendizado. E isso ocorre por uma razão muito simples: pouquíssimos candidatos usam algum tipo de método de estudo. A maioria apenas lê livros e apostilas, além de fazer alguns exercícios, com questões de provas anteriores ou similares. Vamos aqui relacionar as regras para um melhor rendimento.

 

Primeira regra – Use métodos de estudo, e evite continuar se comportando como se estivesse se preparando para provas de colégio ou faculdade, onde não há concorrência nem limite de vagas. Você já ouviu falar em algum método específico para concurso? Sabia que eles existem? Vai continuar usando o falido sistema “leu, releu, fez exercício”?

Segunda regra – Identifique o melhor método de estudo. Os dois critérios mais importantes para escolher o método mais produtivo são: 1) aprendo mais assim, e percebo isso nas avaliações; 2) acho mais agradável estudar assim, e não fico cansado(a) logo. Há diversos métodos de estudo, e nem todos funcionam igualmente com todas as pessoas. É preciso conhecer vários, para identificar o seu, e usá-lo paralelamente com o estudo em grupo e o resumo progressivo, a fim de evitar a monotonia e o cansaço.

Terceira regra – Avalie-se a cada semana ou a cada dez dias, e analise os seus resultados por disciplina, ajustando o tempo adequado para cada uma delas, de acordo com o aproveitamento na nota geral.

Quarta regra – Não tenha foco cego. Muitos candidatos, aptos a serem aprovados em concursos diferentes daqueles para o qual estão estudando, mas com o programa quase 100 % o mesmo, deixam de se inscrever por não terem entendido qual o real sentido da expressão “foco”. Foque em um conjunto de matérias a estudar, e não necessariamente no cargo “x”, e deixe de desperdiçar as melhores oportunidades.

Quinta regra – Não tenha vergonha de ser reprovado e nem se desanime com isso. Esse comportamento, tão comum nos concurseiros, impede uma maior participação em concursos onde de fato existe chance. Fazendo a avaliação progressiva com técnica, você perceberá um nítido crescimento. Não importa se sua família e amigos não vão acreditar que você está fazendo o concurso para aprender a passar. Eles não sabem que é assim que se passa. Não se sinta derrotado, e tenha certeza de que muitos passam quando estão fazendo “somente para se testar”. Concurso é mais fácil do que se pensa, mas o resultado é sempre imprevisível.

Sexta regra – Não espere o edital para começar a estudar. Um corredor fraco que dá a largada antes dos concorrentes mais preparados acaba tendo mais chances de vencer. Veja os editais anteriores e se oriente sobre os temas que nunca deixam de ser cobrados.

Sétima regra – Não desista. Mesmo que algum resultado seja ruim, tenha certeza de que você nunca estará andando para trás, a não ser quando desiste. Sempre a sua condição melhora a cada novo concurso, mesmo que as circunstâncias da prova ou da concorrência lhe prejudiquem eventualmente.

Oitava regra – Não participe apenas dos concursos mais disputados, como a maioria faz, pois isso dá a falsa impressão de que é difícil ser aprovado, e induz a desistir. Procure nos sites especializados e nos grupos de estudo informações sobre aqueles concursos dos quais pouca gente fica sabendo. Eles existem. Em dezembro de 2009 o site G1.globo.com disse que havia cerca de 30 concursos abertos no Brasil, e no site www.concurseiros.com.br, na mesma data, havia 282.

Nona regra – Aprenda a responder provas de concursos. Entre várias outras coisas importantes, é preciso saber que existe uma maneira para descobrir a sua quantidade ideal de questões a serem deixadas em branco nas provas do CESPE, o que pode lhe dar uns 10 ou 15 pontos a mais na nota final, sem precisar estudar mais do que você estuda. Mas a conta deve ser feita matéria por matéria, e o resultado serve apenas para você, pois cada candidato tem o seu ponto ideal. Também existe método para se ter mais chances na hora de chutar em provas do tipo Fundação Carlos Chagas.

Décima regra – Oriente-se sobre o que você não sabe em termos de preparação para concursos. Mande sua dúvida ou pergunta por e-mail (waldir@concurseiros.com.br) e aproveite a experiência alheia. Assim você encurtará o caminho do sucesso.

 

 

*Waldir Santos (www.concurseiros.com.br) é Advogado da União, professor, autor do livro “Concurso público – estratégias e atitudes” e apresentador do programa de rádio “A hora dos concursos”.

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